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O ACORDEON DIGITAL SE APRIMORA?

Tenho estudado atentamente o material que me chega sobre o acordeon digital.
Boa parte dos vídeos, gravações e de mídias de marketing apresentam o instrumento nas suas possibilidades orquestrais.
Alguém menos avisado poderia até pensar que essa modalidade de acordeon tem a única pretensão de “imitar” outros instrumentos.
Não vejo assim, apesar de ele ter, realmente, a adição de muitos sons orquestrais e de percussão.
O acordeon nunca deixará de ser o nosso tradicional e amoroso meio de comunicação musical.
Quando as facilidades digitais aconteceram nele, houve uma soma de recursos, não substituição.
Graças aos dons da eletrônica, é possível, em um único instrumento, produzir sonoridades de diversos timbres de acordeon.
Ter um som de musette, de jazz, da fisarmonica italiana antiga, da concertina portuguesa, da empolgante afinação alemã de polka e outras dezenas de modalidades, isso tudo são ferramentas encantadoras para todos nós.
Aqui no Brasil os acordeonistas não reprovaram a novidade, hoje produzida mundialmente, por diversos fabricantes.
Adeus à microfonia.
Permissão de gravar as performances e de interagir com outros aparelhos (módulos rítmicos, mesa de som, pedais de efeito, controladores e instrumentos complementares etc.).
Possibilidade de montar seus próprios programas sonoros.
Atualizações de “softwares”.
Fidelidade e leveza.
Para não citar outros benefícios.
Porém, bem pouco tenho visto em acordeon digital a utilização do “free bass”, disponível em cinco tipologias, na maioria dos modelos.
É certo que aqui no Brasil o acordeon stradella é o mais conhecido e ele satisfaz muitas das necessidades.
Porém, o sistema de baixo solto (“free bass”) abre para nós um portal imenso de repertório, já que as oitavas dos baixos são ampliadas pela sua estrutura própria e ainda mais, com o uso dos registros.
A soma dos recursos do Acordeon digital é tamanha que não fica difícil alcançar os 96 sons do grande órgão, superando o piano-forte de 88 teclas. E a indústria poderá ampliar isso.
Convido os acordeonistas a experimentar os baixos soltos.
O sistema “bayan” (russo) é o mais usado, embora os outros quatro disponíveis também devam ser avaliados.
Relatem suas experiências.

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CHORINHO AO LUAR

Abel Ferreira é mineiro de Coromandel.
Nasceu em 15 de fevereiro de 1915.
Iniciou seus estudos musicais de modo autodidata.
Teve aulas de clarineta com Hipácio Gomes.
Estudou teoria musical e aprimorou-se, vindo em 1935 para São Paulo.
Daqui viajou para o Rio de Janeiro e diversas cidades do Brasil.
Compôs, acompanhou e integrou muitos grupos de musicistas e cantores.
Excursionou para Europa e URSS.
Faleceu em 13 de abril de 1980, no Rio de Janeiro.
“Acariciando”, “Doce Melodia”, “Levanta Poeira”,
“Chorinho do Sovaco de Cobra”, “Chorando Baixinho”,
entre outras peças, são melodias muito apreciadas de seu repertório.
Em “Chorinho ao Luar”, de 1951, Abel mostra bem a formosura da inspiração brasileira
sob as delicadas nuances do choro.
Observe os marcantes graves dos baixos standard do BJP 462.

Partitura: Chorinho ao Luar para Acordeon