MARINGÁ, DE JOURBERT DE CARVALHO (1932)

Não é fácil a vida do sertanejo nordestino.
Sua garra, as aventuras que vive,
sua teimosia em continuar ali,
a qualquer custo,
mesmo que prestes a sucumbir diante das agruras da natureza hostil,
faz com que seja o último dos retirantes.
E foi assim que ficou, vendo Maringá, sua amada,
deixando a terra com um grupo de derradeiros sofredores.
Ali arredio, no abandono de sua fantasia,
implora o amor de Maringá.
Não se trata de uma lamúria passageira.
O caboclo, tanto mais bruto como mais delicado,
espreme o caldo de suas energias agonizantes para transformar tudo.
Crê na superação dessas dificuldades com as quais já se acostumou.
Espera que seu amor retorne e celebre a futura bonança.
Ama enlouquecido,
como se ama um pássaro saudando o amanhecer.


OS RETIRANTES
Escultura de Mestre VITALINO
Caruaru (Pernambuco)
*1909 +1963

Assista um vídeo histórico com a gravação da música “Maringá”
pelo cantor Gastão Formenti, em 1932,
postado por Leonardo Thurler.

MEU ARRANJO
Fiz este arranjo para dois acordeões, em Dó Menor.
Experimente e divulgue.
Se possível, faça um vídeo com um colega, executando este Arranjo.
Comente aqui.

Letra de Maringá

Partitura de Maringá

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