LAMENTO SERTANEJO, COM WALDONYS E DOMINGUINHOS

61. Interpretação delicada e típica de dois dos mais importantes acordeonistas brasileiros.
Sua música, com sotaque nordestino, evidencia o estilo sertanejo da sanfona.
Tocada com glória e ousadia, como é mesmo o brasileiro que enfrenta as dificuldades dantescas daquela região, de água e recursos escassos, mas dos laços de amor abundantes.
Seu apego apaixonado à terra o faz superar o impossível e realizar o improvável, na sua luta indomável por sobrevivência.
Alimenta uma esperança quase louca de realizar milagres de santos vivos, canonizados pelas amarguras dos insucessos e pela teimosia da fé incondicional no divino.
E faz acontecer seu sonho, resultado de sua insistência e dedicação incomensurável.
Como diz a letra da música:
“Por ser de lá, do sertão, lá do serrado, da caatinga e do roçado, eu quase não saio, eu quase não tenho amigo, eu quase que não consigo viver na cidade sem ficar contrariado.
Por ser de lá, na certa por isso mesmo, não gosto de cama mole, não sei comer sem torresmo, eu quase não falo, eu quase não sei de nada, sou como rês desgarrada, nessa multidão boiada, caminhando a esmo”

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